Nas Alturas

Conhecida por suas torres já altíssimas, Nova York está prestes a ganhar um arranha-céu que promete “diminuir” todos os outros grandes prédios…

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Conhecida por suas torres já altíssimas, Nova York está prestes a ganhar um arranha-céu que promete “diminuir” todos os outros grandes prédios da cidade. Planejado para 2015, vem aí o 432 Park Avenue, gigante do arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, que atingirá impressionantes 425 m de altura

A obra que está sendo erguida onde estiveram antes as Torres Gêmeas, e que terá “apenas” 417 m (sem a torre de transmissão; somando-se a altura da estrutura anexa, 541 m).

A título de comparação vale lembrar que o edifício Empire State tem 318 m sem a tal torre, e 443 m contando-a. Mas quem se importa com o tamanho desses espigões? Viñoly, o autor, diz que ele não. “O fato de ser alto não é particularmente importante, mas sim a sensação de que o projeto deu certo”, disse.

O arquiteto alega não ter tido a intenção de bater recordes com o seu projeto, mas apenas vencer o desafio a ele proposto. “Com uma tecnologia cada vez mais avançada, a arquitetura será cada vez mais eficiente em todos os sentidos”, comentou.

Com seus 96 andares, o mais alto edifício residencial das Américas se apresenta como um fino paralelepípedo que adensa ainda mais o panorama da ilha de Manhattan. Instalado no número 432 da Park Avenue, o empreendimento carrega em si ofertas nada humildes: os preços dos apartamentos começam nos 7 milhões e param de subir nos 95 milhões de dólares. Valores tão altos quanto o próprio prédio.

No plano abstrato, os preços altos se justificam pela abrangência da vista. Dos andares mais elevados veem-se os Rios Hudson e East, o Central Park e boa parte da malha nova-iorquina. As janelas que garantem tamanha apreensão visual, por si só, são um deslumbre. (No site é possível ter uma prévia da vista que cada tipo de habitação terá)

Numa dimensão prática, as regalias oferecidas aos futuros moradores do 432 Park serão: elevadores privativos; cozinhas integradas; suítes máster; uma paleta de acabamentos refinados; e quase 9.200 m² de área de lazer. Os apartamentos vão de 203 m², nos níveis mais baixos, a 387 m², no topo.

As vendas dos apartamentos vêm ocorrendo desde março. Entre os compradores predominam os nova-iorquinos, mas há também proprietários que residem na América Latina, no Oriente Médio, na Inglaterra e na Rússia.

 

Fonte: Casa Vogue